terça-feira, 5 de abril de 2011

A existência do paradigma

Há alguns estudiosos que não concordam que o cinema é uma arte, mas sim, uma técnica. E essa técnica utiliza-se de signos, o que compromete a autenticidade da obra. Certos signos conduzem o sujeito à própria experiência em relação ao mundo e ao objeto (re)criado. Escutar uma música ou contemplar uma pintura, por exemplo, a sua contemplação já não é mais original, porque foi produzida em série. Estaria negando a originalidade que possui. Com isso recairia na concepção Aristotélica da imitação. Lembremos também de Benjamin quando disse que a imitação, isto é a cópia da cópia, causa a perda da aura, a essência de uma obra. Ora, trazendo isso para os nossos dias. Vivemos numa sociedade, onde o condicionamento reina. Agimos, vestimos, falamos, nos comportamos de forma similar aquilo que já foi criado. Esse é um paradigma que não terá fim.

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